domingo, 24 de agosto de 2014
GRID: Autosport análise
Provavelmente o último jogo que veremos da franquia no PS3, GRID Autosport resolve voltar às origens, trabalhando com tranquilidade em sua zona de conforto, trazendo de volta o estilão mais simulador, mas sem deixar a empolgação do arcade de lado. Uma cópia segura, para quem já tem noção do que vai encontrar, sem muita criatividade, infelizmente. É difícil agradar, mas não é impossível. Apesar das escolhas erradas em relação a pequenos detalhes como o interior dos veículos, que existiam no primeiro jogo, deixaram de existir no segundo (por alegação da empresa de que os jogadores não utilizavam aquela visão e ela consumia muita memória), o seu retorno no terceiro game é pífio, disfarçado entre um "blur" forçado que só não é pior que o interior de alguns veículos de Gran Turismo (aqueles que não são premium). Outra questão que continua a perdurar desde o primeiro game é a (quase) total falta de escolha de veículos do jogador. Jogamos com o que nos é oferecido e ponto. No primeiro game ainda podíamos comprar os veículos, inclusive, via um E-Bay interno do jogo (de mentirinha) cheio de carros usados. GRID Autosport não nos deixa escolher veículos, mas sim tipos de eventos. Esses eventos geram pontos de experiências particulares e é preciso chegar ao nível 3 de todos para habilitar o Grand Slam. O "modo história" do game é dividido em temporadas, e elas vão avançando a cada evento realizado, não importando se vencemos ou não. O game é difícil, e isso é bom. Os pilotos adversários erram como a gente, arrebentam seus carros nos nossos e isso é frustrante. O legal de GRID é jogar com o sistema de colisão e danos ligado, sempre à espreita de um daqueles retardatários desavisados que teimam em arrebentar a sua traseira na última volta da corrida. O ajuste fino dos veículos antes das corridas pode favorecer em muito o seu desempenho. Não são todos os patrocinadores que possibilitam isso, mas em algumas modalidades podemos ajustar freios, balanceamento, torque, etc. Não é obrigatório e o ajuste normal não vai lhe prejudicar em nenhum momento também. Não existem grandes diferenças também nos modos de jogo. Tudo retirado dos anteriores, com algumas separações mais específicas. Agora uma modalidade para os tuners, carros de turismo e street racers, focadas em circuitos de rua. As provas mais longas de endurance, as quais o jogador precisa tomar cuidado com o desgaste dos seus pneus colocam o jogo no modo noturno, mas falham miseravelmente na hora de entregar aquele cockpit aceso digno das mesmas. Como disse anteriormente, a visão interna dos veículos se utiliza de um blur constante, para mascarar o não detalhamento dos paineis, entregando o tipo de visão retirado do jogo anterior por falta de memória, sem comprometê-la. GRID Autosport aparece num momento meio ruim. A comodidade de portar o game para uma plataforma já conhecida contra os desafios de um mundo ainda não muito explorado. O PS3 era a óbvia escolha, tanto em termos de mercado consolidado quanto ferramenta de desenvolvimento. No entanto, é preciso lembrar que, via comunicado oficial da Codemasters, a plataforma oficial de lançamento desse game era o PC, e lá o visual dele é infinitamente melhor, sem as texturas lavadas da versão de PS3. O próximo, no entanto, as probabilidades dele ser lançado para o PS4 (e Xbox One, talvez) são altas. Estamos esperando.
Fonte: GRID: Autosport http://www.playtv.com.br/games/analise/gridautosport
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